poesiapara roberto lima
o dia a noite o tempo
todo tentando fazer esses
penhascos se converterem
em pomares
eu de espelho – aos alheios
olhos – precário
de cerne de borboleta imperecível
: minha égide é de pétala
quis eras seguidas
fazer entrar no berçário repleto
uma voraz alcatéia
mas me chegam em sépia as horas
e me tecem véu de aço
e me cantam cânticos silentes
de sol-me-pôr














